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📖 Informações sobre o livro

  • Autor: Jack Kerouac

  • Título: O mar é meu irmão & outros escritos

  • Editora: L&PM Editores

  • Ano de publicação: 2014

  • Páginas: 512

  • ISBN: 9788525430939

  • Dimensões: 21 x 14 x 3 cm

  • Peso: 580 g

  • Acabamento: Brochura

  • Área/Sub-área: Literatura Estrangeira / Romance

 

📚 Conteúdo e contexto

Inspirado nas experiências do jovem Jack Kerouac (1922-1969) em um navio da marinha mercante, O mar é meu irmão – até hoje inédito – é a primeira narrativa longa do futuro autor do revolucionário On the Road. Escrito na primavera de 1943, quando Kerouac tinha apenas vinte anos (sete anos antes do surgimento de Cidade pequena, cidade grande, seu primeiro romance publicado), este texto de estreia conta a história de dois homens cujas vidas se cruzam durante uma viagem rumo à Groenlândia: Bill Everhart, um acadêmico entediado que anseia por um mundo além dos livros, e Wesley Martin, um marinheiro solitário e taciturno, apaixonado pelo mar. Em meio a brigas, bebedeiras, perigos e discussões filosóficas, na imensidão vazia do Atlântico Norte, estes dois personagens opostos – que encarnam o que se tornaria um dos temas recorrentes do autor: os conflitos diante dos amigos intelectuais e dos amigos proletários –, descobrirão uma amizade tão poderosa e profunda quanto o oceano que os cerca. Diversos textos de juventude, fotos e desenhos do próprio Kerouac, além de cartas e poemas trocados com Sebastian Sampas (1922-1944), seu grande amigo de infância e adolescência, enriquecem a leitura de O mar é meu irmão & outros escritos, cuidadosamente editado por Dawn M. Ward. Uma obra fundamental para a compreensão da gênese e do desenvolvimento daquele que se tornaria um dos mais originais ícones da cultura norte-americana; o testemunho de um escritor ainda em formação, porém não menos vibrante e intenso. O livro perdido de Kerouac “Neste livro, O mar é meu irmão, hei de tecer toda a paixão e a glória de viver, sua inquietação e sua paz, sua febre e seu fastio, suas manhãs, tardes e noites de desejo, frustração, medo, triunfo e morte...” Jack Kerouac Muito antes de se entregar à Estrada e de se tornar um dos maiores nomes da geração beat, Jack Kerouac foi marinheiro. Em 1942, o jovem de então vinte anos trabalhou por oito dias a bordo de um navio da marinha mercante norte-americana. Durante seu breve serviço no SS Dorchester, ele manteve diários detalhados, os quais utilizou mais tarde como inspiração para seu primeiro romance, O mar é meu irmão. O manuscrito, entretanto, nunca saiu da gaveta, permanecendo inédito durante décadas. Recentemente resgatado do esquecimento, O mar é meu irmão chega ao leitor brasileiro em uma edição minuciosa que inclui, além do primeiro romance de Kerouac, vários contos do início de sua carreira (que testemunham a evolução estilística de sua prosa), bem como uma seleção de cartas e poemas por ele trocados com o grande amigo de infância e juventude, Sebastian Sampas. A amizade de ambos, que floresceu num dos momentos cruciais de formação do escritor, não só serviu de base para as suas primeiras incursões filosóficas, como também inspirou a relação entre os dois protagonistas do livro. Com um estilo diferente da prosa espontânea kerouaquiana que o mundo veio a conhecer, O mar é meu irmão é o retrato de um escritor em desenvolvimento, em busca da própria voz. Ao descrever a jornada de Bill Everhart e Wesley Martin, Kerouac demonstra que já consegue articular os temas que seriam centrais em sua obra: a amizade, o desejo de superar as limitações sociais e, é claro, a experiência da viagem como busca existencial. Os Editores

Sobre o Autor

Jack Kerouac nasceu em Lowell, Massachusetts, em 12 de março de 1922; era o mais novo de três filhos de uma família de origem franco-canadense. Começou a aprender inglês apenas aos seis anos de idade, estudou em escolas católicas e públicas locais e, como jogava futebol americano muito bem, ganhou uma bolsa para a Universidade de Columbia, em Nova York. Nesta cidade conheceu Neal Cassady, Allen Ginsberg e William S. Burroughs. Largou a faculdade no segundo ano, depois de brigar com o técnico de futebol, foi morar com uma ex-namorada, Edie Parker, e juntou-se à Marinha Mercante em 1942 – dando início às jornadas infindáveis que se estenderiam por boa parte de sua vida. Em 1943 alistou-se na Marinha, de onde foi dispensado por razões psiquiátricas. Entre uma e outra viagem, voltava para Nova York e escrevia o seu primeiro romance, The Town and the City (Cidade pequena, cidade grande), publicado em 1950, sob o nome de John Kerouac. Este primeiro trabalho era fortemente influenciado pelo estilo do escritor norte-americano Thomas Wolfe e foi bem recebido. Em abril de 1951, entorpecido por benzedrina e café, inspirado pelo jazz, escreveu em três semanas a primeira versão do que viria a ser On the Road. Kerouac escrevia em prosa espontânea, como ele chamava: uma técnica parecida com a do fluxo de consciência. O manuscrito foi rejeitado por diversos editores. Em 1954, começou a interessar-se por budismo e, em 1957, On the Road foi finalmente publicado, após inúmeras alterações exigidas pelos editores. O livro, de inspiração autobiográfica, descreve as viagens através dos Estados Unidos e México de Sal Paradise e Dean Moriarty. On the Road exemplificou para o mundo aquilo que ficou conhecido como a "geração beat" e fez com que Kerouac se transformasse em um dos mais controversos e famosos escritores de seu tempo – embora em vida tenha tido mais sucesso de público do que de crítica e embora rejeitasse o título de “pai dos beats”. Seguiu-se a publicação de The Dharma Bums (Os vagabundos iluminados) – um romance com franca inspiração budista –, The Subterraneans (Os subterrâneos) em 1958, Maggie Cassidy, em 1959, e Tristessa, em 1960. A partir daí, Kerouac tendeu à direita, politicamente: criticava os hippies e apoiou a guerra do Vietnã. Publicou ainda Big sur e Doctor Sax, em 1962, Visions of Gerard, em 1963, e Vanity of Duluoz,em 1968, entre outros. Visions of Cody, considerado por muitos o melhor e mais radical livro do autor, só foi publicado integralmente em 1972. Ele morreu em St. Petersburg, Flórida, em 1969, aos 47 anos, de cirrose hepática. Morava, então, com sua mãe e sua mulher, Stela. Escreveu ao todo vinte livros de prosa, e 18 de ensaios, cartas e poesia.